A história do petit gâteau – Casa e Jardim

Petit gâteau do Le Vin: o tempo de forno não pode ultrapassar 10 minutos, para garantir o interior cremoso (Foto: Elisa Correa / Editora Globo)

Petit gâteau do Le Vin: o tempo de forno não pode ultrapassar 10 minutos, para prometer o interno cremoso (Foto Elisa Correa / Editora Mundo)

Ele caminha para se tornar atemporal. Há décadas frequenta o cardápio de muitos restaurantes por uma razão muito simples: quem há de resistir ao bolinho de chocolate e seu creme aveludado que escorre na primeira colherada? Apesar da simplicidade e do tamanho, o petit gâteau é um gula adorado, mas quando desprezado (é vasqueiro, mas acontece), detestado com a mesma intensidade. Predilecto da confeitaria internacional, é difícil saber com precisão a origem, mas não faltam hipóteses e chefs que reclamem sua autoria.

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Uma delas dá conta que o petit gâteau teria sido obra de um novato meio desastrado. O cozinheiro teria deixado o forno atingir uma temperatura muito subida, o que teria assado o exterior e deixado o interno do bolo quase cru. Há também quem aponte o chef francesismo radicado nos Estados Unidos Jean-Georges Vongerichten uma vez que responsável da façanha. Mesmo nas mãos de um chef tão habilidoso quanto Jean-Georges, a receita teria surgido a partir de um erro; um desequilíbrio na proporção de farinha de trigo na preparação que teria deixado o interno do bolo cremoso. Quando se abriu o forno, voilà.

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Já o chef pâtissier americano David Lebovitz, que há anos vive na capital francesa, discute algumas teorias sobre a origem do petit gâteau em Minha Cozinha em Paris (editora Zahar). No livro, Lebovitz conta que conhece ao menos três chefs renomados que reivindicam a autoria do bolinho, e cita também o vencedor de um concurso de culinária nos EUA, em 1966, que teria conquistado os jurados com uma sobremesa chamada túnel de fudge cremoso.

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Controvérsias à secção, um dos precursores da voga do petit gâteau é o chef francesismo Michel Bras que, em 1981, criou o coulant au chocolat, um bolinho de chocolate recheado com uma ganache congelada, que no forno se tornava cremosa. A sobremesa encantava com texturas inesperadas: a macieza da volume, combinada ao recheio untuoso que surgia de repente, era um espetáculo para os olhos.

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No Brasil, o petit gâteau começou a brotar nos anos 90, com a leva de chefs franceses radicados em São Paulo. Erick Jacquin orgulha-se de ter sido um dos primeiros a introduzi-lo num cardápio paulistano, em 1995, no Le Coq Hardy. É dele a receita do petit gâteau do Le Vin, supra. A sobremesa é servida desde a sinceridade da lar, em 2000. “Faz sucesso desde a inauguração, é a queridinha de todos”, diz o chef executivo Fred Barroso. O preparo, que leva muita manteiga, ovos e gemas, vem da era em que Jacquin comandava a cozinha do Moca Antique, no final dos anos 90, antiga lar dos mesmos donos do Le Vin.

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A validação do petit gatêau por cá foi tamanha que o bolinho acabou ganhando várias versões abrasileiradas: tem de gula de leite (geração de Carla Pernambuco), de queijo e goiabada, de capim-santo, de pequi e até de guavira, fruta nativa do Meio-Oeste.

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Source Website: https://sacaairports.org
Categoría: brasil

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