As 25 cidades mais seguras do Brasil em 2021

Segurança é um dos temas que mais preocupam os brasileiros. Por fim, não há qualidade de vida se não nos sentimos tranquilos e seguros dentro e fora de mansão.

O Atlas da Violência 2019 – Retratos dos Municípios Brasileiros, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasiliano de Segurança Pública, analisou dados de 2017 dos 310 municípios brasileiros com mais de 100 milénio habitantes. Trata-se do estudo mais recente sobre a violência no Brasil.

As 25 cidades com as taxas de criminalidade mais baixas do Brasil

Jaú SP
Vista panorâmica de Jaú (SP), a cidade mais segura do Brasil.

A cidade mais segura do Brasil com mais de 100 milénio habitantes, segundo o Atlas da Violência 2019, é Jaú, localizada na região meão do estado de São Paulo, a aproximadamente 300 km da capital. Jaú tem 146.338 habitantes e, ao longo de 2017, ano em que foram colhidos os dados, houve 4 homicídios. Isso significa que a taxa de homicídios deste município é de 2,7, a mais baixa do Brasil.

O ranking é organizado de tratado com as taxas de mortes violentas por 100 milénio habitantes, segundo dados de 2017. Assim, quanto menor é a taxa, mais seguro é o município.

Vejamos a lista das 25 cidades brasileiras mais seguras. O número ao lado de cada cidade é a sua taxa de homicídios por 100 milénio habitantes.

  1. Jaú (SP) 2,7
  2. Indaiatuba (SP) 3,5
  3. Valinhos (SP) 4,7
  4. Jaraguá do Sul (SC) 5,5
  5. Brusque (SC) 5,8
  6. Jundiaí (SP) 6,1
  7. Passos (MG) 7,2
  8. Limeira (SP) 7,7
  9. Americana (SP) 7,7
  10. Bragança Paulista (SP) 7,7
  11. Santos (SP) 7,8
  12. Araxá (MG) 7,9
  13. Araraquara (SP) 7,9
  14. São Caetano (SP) 7,9
  15. Tubarão (SC) 8,1
  16. Varginha (MG) 8,3
  17. Mogi das Cruzes (SP) 8,3
  18. Itatiba (SP) 8,3
  19. Catanduva (SP) 8,4
  20. Sertãozinho (SP) 8,5
  21. Santa Bárbara d’Oeste (SP) 8,5
  22. Lages (SC) 8,8
  23. Birigui (SP) 8,9
  24. Franca (SP) 9,1
  25. Barbacena (MG) 9,9
Jaraguá do Sul SC
Vista panorâmica de Jaraguá do Sul, a cidade mais segura dentre as catarinenses.

Para se ter uma base de confrontação, a média pátrio é 37,6 homicídios por 100 milénio habitantes, sendo que a maior taxa foi a registrada na cidade de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza: 145,7. Esta, portanto, é a cidade com mais de 100 milénio habitantes mais violenta do país.

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Além das taxas de homicídio por cidades, o Atlas da Violência 2019 traz outros dados importantes para pensarmos sobre a questão da segurança no Brasil.

Uma das constatações feitas no relatório é a de que há, em média, mais mortes violentas nos municípios considerados grandes (aqueles com mais de 500 milénio habitantes) do que nos pequenos (com menos de 100 milénio). A taxa média de homicídios nas grandes cidades é de 41,1 por 100 milénio habitantes, enquanto nas pequenas é de 25,4.

Mas se olharmos os dados dos últimos 20 anos, veremos que, apesar das cidades grandes serem em média mais violentas do que as pequenas, essa diferença vem diminuindo. Entre 1997 e 2017, houve um incremento de 113% na taxa média de homicídios nas pequenas cidades, ao passo que nas grandes houve redução de 4,5%. Nos municípios médios (entre 100 e 500 milénio habitantes), o incremento foi de 12,5%.

Outra informação importante trazida pelo relatório tem a ver com as desigualdades regionais e estaduais. Setentrião e Nordeste são as regiões do Brasil mais violentas. A taxa de homicídios do Nordeste é a mais subida do Brasil: são 49,8 mortes violentas por 100 milénio habitantes. A mais baixa é do Sul: 23,9. São Paulo é o estado mais seguro do Brasil, com taxa de mortes violentas de 14,3, ao passo que o Rio Grande do Setentrião, o estado mais violento, apresente uma taxa de 67,4.

Mas é simples que essas desigualdades regionais não são fruto do eventualidade. É preciso tentar explicar por que elas ocorrem. E há dados socioeconômicos que nos ajudam a pensar sobre isso.

Quanto maior o desenvolvimento humano, mais segura é a cidade

Indaiatuba SP
Indaiatuba (SP), a segunda cidade mais segura do Brasil, tem IDHM considerado basta: 0,788.

Segurança e desenvolvimento humano andam sempre de mãos dadas. Pelo menos é isso que aponta o relatório produzido pelo Ipea. Mais instrução, mais saúde e mais renda/trabalho significam menos violência. E o contrário também é verdadeiro: quanto menores forem os índices de desenvolvimento humano, maiores serão as taxas de violência.

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Quando queremos prescrever a qualidade de vida de uma população, nenhum concepção é mais adequado que o de desenvolvimento humano. Ele leva em consideração o atendimento das necessidades básicas, as oportunidades de satisfação das potencialidades individuais, os direitos humanos, o bem-estar físico e intelectual.

O IDH é um índice que vem sendo utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde o início dos anos 90 para medir o desenvolvimento humano em países.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é uma adaptação do IDH global para a verdade municipal brasileira. É sobretudo com base nesse índice que os pesquisadores que trabalharam no Atlas da Violência 2019 chegaram à desenlace de que existe um escuridão de desenvolvimento humano entre o grupo de cidades mais seguras e o grupo de cidades mais violentas.

A segunda cidade mais segura do Brasil, Indaiatuba (SP), tem um IDHM considerado basta: 0,788. Altamira (PA), a segunda cidade mais violenta do Brasil, tem IDHM de 0,665 (lembrando que o índice varia de 0 a 1).

Valinhos SP
Valinhos (SP), a terceira cidade mais segura do Brasil, tem IDHM muito basta: 0,819.

Não à toa Valinhos (SP) é a terceira cidade mais segura do Brasil: seu IDHM, de 0,819, é considerado muito basta. Jaraguá do Sul (SC), a quarta colocada, também tem magnífico desenvolvimento humano: 0,803.

Estes são alguns dos critérios nos quais o Atlas da Violência 2019 se baseou para confrontar o desenvolvimento humano das cidades mais seguras e das menos seguras:

  • taxa de atendimento escolar (entre 0 e 3 anos);
  • taxa de atendimento escolar (entre 15 e 17 anos);
  • renda per capita dos 20% mais pobres;
  • porcentagem de crianças pobres;
  • porcentagem de crianças vulneráveis à pobreza;
  • taxa de desocupação dos 18 aos 24 anos;
  • porcentagem de pessoas em domicílios com provisão de chuva e esgoto sanitário inadequados;
  • porcentagem de mulheres adolescentes (entre os 10 e os 17 anos) que tiveram fruto;
  • porcentagem de jovens (entre os 15 e os 24 anos) que não estudam nem trabalham e estão vulneráveis à pobreza.
  • (*25*)

    Só para exemplificar, Jaú, a mais segura, tem 5,9% de crianças pobres. Maracanaú, a mais violenta, 29,1%. Em relação à porcentagem de jovens que não estudam nem trabalham, a diferença entre as duas cidades também é bastante significativa: Jaú tem 3,9%, Maracanaú 18,1%.

    Mas para se ter uma noção melhor do fosso que separa os municípios mais pacíficos dos mais violentos em termos de desenvolvimento humano, é preciso olhar para as médias.

    As 20 cidades mais pacíficas têm uma taxa de desocupação (dos 18 aos 24 anos) de 24,5. Esse número vai para 33,7 entre as 20 cidades mais violentas. Nas 20 cidades mais seguras, 0,4% moram em domicílios com saneamento indispensável inadequado. Nas 20 mais violentas, são 8,3%. Quanto aos que não estudam nem trabalham, e que estão vulneráveis à pobreza, a diferença é de 3,8 para 15,2%.

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Categoría: brasil

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