História do Ouro no Brasil

No término do século XVII a produção açucareira no Brasil enfrenta uma séria crise devido à prosperidade dos engenhos açucareiros nas colônias holandesas, francesas e inglesas da América Mediano. Porquê Portugal dependia, e muito, dos impostos que eram cobrados da colônia a Diadema passou a estimular seus funcionários e demais habitantes, principalmente os do Planalto de Piratininga, atual São Paulo, a desbravar as terras ainda desconhecidas em procura de ouro e pedras preciosas.

A primeira grande invenção deu-se nos sertões de Taubaté, em 1697, quando o logo governador do Rio de Janeiro Castro Caldas anunciou a invenção de “dezoito a vinte ribeiro de ouro da melhor qualidade” pelos paulistas. Neste mesmo ano, em janeiro, a Diadema havia enviado a Epístola Régia onde prometia ajuda de custos de R$ 600.000/ano ao Governador Arthur de Sá para ajudar nas buscas pelos metais preciosos.

Iniciou-se logo a primeira “corrida do ouro” da história moderna. A quantidade de gente deixando Portugal para vir ao Brasil era tanta que em 1720 D. João V criou uma lei para controlar a saída dos portugueses, uma vez que a proibição da êxodo de portugueses do noroeste de Portugal, muito uma vez que autorizações especiais e passaportes para outros casos. De 300 milénio habitantes em 1690, a colônia passara sobre 2.000.000.

Durante o século XVIII, auge do período de exploração do ouro no Brasil, diversos povoamentos foram fundados. Esta foi a medida encontrada pela Diadema para tentar acalmar um pouco o verdadeiro caos que se instalara na colônia com cidades inteiras sendo abandonadas por seus habitantes que saíam em procura de ouro nos garimpos.

Em seguida a queda de produção do sistema de exploração aurífera de aluvião, passou a ser necessárias técnicas mais refinadas que exigiam a permanência por maior período do garimpeiro junto aos locais de exploração o que também contribuiu para o estabelecimento das vilas.

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É nesse período que são fundadas as Vilas de São João Del Rei, do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, Vila Real de Sabará, de Pitanguí e Vila Rica de Ouro Preto, atual Ouro Preto, além de outras.

Porém, a Diadema, que já impusera o imposto do Quinto quando do primórdio das explorações, onde exigia que um quinto de tudo que fosse tirado seria dela por recta, ainda resolvera completar a fardo tributária com mais impostos gerando uma série de insatisfações (incluindo a Inconfidência Mineira, que teve na exploração da metrópole um de seus principais motivos).

A exploração do ouro no Brasil teve grande valimento porque deslocou o eixo político-econômico da colônia para região sul-sudeste, com o estabelecimento da capital no Rio de Janeiro. Outro fator importante foi a ocupação das regiões Brasil adentro e não unicamente no litoral uma vez que se fazia até logo. A exploração aurífera possibilitou ainda, um enorme incremento demográfico e o estabelecimento de um transacção/mercado interno, uma vez que os produtos da colônia não eram mais unicamente para exportação uma vez que ocorria com o açúcar e o tabaco do nordeste e fez com que surgisse a premência de uma produção de provisões interna que pudesse suprir as necessidades dos novos habitantes. Ainda um último paisagem importante da explosão demográfica provocada pelo período de exploração do ouro no Brasil colônia, foi a questão do desenvolvimento de uma classe média composta por artesãos, artistas, poetas e intelectuais que contribuíram para o grande desenvolvimento cultural do Brasil naquela idade.

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