Mialgia: dor muscular pode ser sinal de treino excessivo e até de depressão – 28/05/2019

Sentir qualquer incômodo muscular depois de um novo treino ou de um dia intenso de prática de seu esporte preposto dá sempre uma sensação de responsabilidade cumprido. Em poucos dias, a dor passa e você logo nota os efeitos do fortalecimento dos músculos. Mas a mialgia, outro nome oferecido para a dor muscular, é considerada o principal sintoma das doenças que acometem o sistema musculoesquelético.

Uma vez que todo esqueleto é recoberto por músculos, o problema pode se manifestar em qualquer secção do corpo e é bastante geral. Entre as queixas levadas aos médicos, destacam-se as dores nas regiões do pescoço e ombros, que representam 15% a 20% dos casos, seguidas pelo joelho e a pronunciação da mandíbula (temporomandibular), em uma proporção de 10% a 15%.

As pessoas mais suscetíveis a dores no pescoço, joelhos, costas, temporomandibular e fibromialgia são as mulheres. Entre os idosos, destaca-se a dor no joelho (devido à osteoartrite). Os dados são da Associação Internacional para o Estudo da Dor.

Causas da mialgia

Muitas são os motivos que levam à dor muscular, mas nos consultórios a situação mais frequente é a dor consequente ao uso excessivo ou extenuante do músculo, o que ocorre, por exemplo, quando há excesso na prática de exercícios. Além das atividades físicas, o problema pode ser desencadeado pelas seguintes razões:

  • Movimento repetitivo das estruturas musculares ou sedentarismo;
  • Depressão, estresse ou impaciência, assim porquê problemas comportamentais na puberdade. Em alguns casos, a mialgia pode até ser o primeiro sinal da depressão;
  • Genética, principalmente nos casos de dor na região temporomandibular;
  • Síndrome dolorosa miofascial, caracterizada por uma série de pontos de dor persistentes (pontos gatilhos) e nó muscular;
  • Osteoartrite;
  • Doenças sistêmicas porquê a fibromialgia;
  • Alterações na circulação sanguínea;
  • Viroses porquê (gripe, dengue, febre amarela, zika, etc.);
  • Efeitos colaterais do uso de medicamentos (porquê estatinas, corticosteroides etc.);
  • Doenças inflamatórias do músculo (miopatias);
  • Problemas hormonais (hipotiroidismo);
  • Uso de álcool;
  • Cancro.

Dor da mialgia tem diferentes intensidades

O incômodo pode ser ligeiro ou intenso, localizado ou difuso, quando se espalha pelo corpo. Aliás, a sensação dolorosa pode comparecer depois de uma lesão ou em uma batida, porquê em um acidente esportivo. Nesses casos, é chamada de dor aguda.

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Especialistas em Restauração Médica da Universidade de Linköping, na Suécia, esclarecem que o incômodo também se manifesta porquê cansaço e rigidez, pode ser intermitente (quando cessa e recomeça) em curtos e longos prazos.

Classificada porquê dor nociceptiva entre os médicos, ou seja, é estimulada por meio de um incitação nocivo, pode ainda ser vivenciada porquê uma queimação ou repuxamento. Outra peculiaridade é que a dor pode vir acompanhada de fraqueza e algumas pessoas nem a reconhecem porquê dor muscular.

Quando esse mal-estar não é tratado e persiste com o tempo, para além de 3 meses, passa a ser considerado crônico. Pretérito esse período, sem mediação especializada, já não se tratará mais de mialgia, mas uma mudança no sistema do controle de dor (sensibilização mediano), tal qual tratamento é sempre mais multíplice e demorado.

Quando procurar um técnico

A dor funciona porquê um rebate. Se ela insiste em se manifestar por mais de 6 semanas e já está atrapalhando as atividades do dia a dia e a vida social, é preciso procurar ajuda médica imediatamente.

Em universal, nos casos de dor aguda, o médico universal e o ortopedista serão os primeiros a avaliarem o paciente com dor muscular. A depender das peculiaridades da dor e da região afetada, reumatologistas e neurologistas também poderão investigar o caso e orientar o melhor tratamento.

Entretanto, já existe uma extensão de atuação médica específica na extensão de dor. Nas hipóteses de dor crônica, é nascente o profissional mais indicado para colocar em prática as estratégias de consolação da sensação dolorosa.

Diagnóstico

Ele é sempre médico: o médico vai ouvir a sua história e examinar seu corpo. Alguns exames complementares para calcular seu estado universal de saúde serão solicitados, porquê examinação de detecção do HIV ou da tireoide.

Pode ser que seu médico também peça para você responder um questionário para calcular se há qualquer componente neuropático (quando há suspeita de que a pessoa sinta uma dor desproporcional à lesão identificada).

Na maioria dos casos, a sonância magnética é tida porquê desnecessária, exceção feita à presença de incerteza relativa a qualquer quadro mais grave. Quando outros sinais indicarem a presença de miopatias (inflamações dos músculos), uma biópsia poderá ser solicitada.

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O tratamento da dor aguda

A terapia sempre corresponderá à justificação da dor muscular e a colaboração ativa do paciente é principal. Quando a dor aguda decorre do uso indevido ou excessivo do músculo, o tratamento começará com:

  • Récipe de anti-inflamatório (por breve período, dados os efeitos colaterais sobre rins, estômago e coração);
  • Emprego de calor no sítio (bolsa de chuva quente); ou,
  • Fisioterapia com o término de atrasar e reabilitar o músculo.

Nesses casos, o músculo vagar de 1 a 2 meses para se restabelecer totalmente. Livre da dor, você se sentirá tentado a voltar às práticas que desencadearem o problema, o que fatalmente levará a outra crise.

Logo, a melhor coisa a fazer é evitar os fatores gatilho e esperar que o médico indique a hora certa de retomar a atividade esportiva, se nascente foi o motivo que levou à dor.

O tratamento da dor crônica

Nessas situações, a reparação pode demorar de 3 a 6 meses. E os médicos nem falam em trato, mas em melhora do sintoma. Cá a dor já não é unicamente uma quesito física, mas, sim, um sofrimento. Por isso, o tratamento tem melhores resultados quando se adota uma abordagem multidisciplinar, que conta com diversos especialistas, porquê acupunturistas, fisioterapeutas (que aplicarão de massagens até ondas de choque), psicólogos, entre outros.

Esta é a abordagem que apresenta mais resultados positivos. Isso porque o objetivo de todo esse processo terapêutico é ajudar o paciente a encontrar novas formas de enfrentar a dor. Já a terapia medicamentosa inclui o uso de relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios. Antidepressivos e anticonvulsionantes podem ser incluídos nos quadros mais críticos.

Maneiras de colaborar com o tratamento

  • A orientação de um educador físico pode ajudá-lo a escolher as melhores práticas (de distensão, aeróbicas e de fortalecimento). Você ainda se beneficiará das substâncias neuroendócrinas decorrentes desses treinos, cujos efeitos são analgésicos e reduzem o consumo de medicamentos;
  • Mantenha um quotidiano da dor se a sua for do tipo crônica. Isso melhora a consciência corporal e ajuda a tomar melhores decisões no dia a dia;
  • Tenha uma atitude positiva e mais resiliente diante da vida, porquê concordar a dor e encontrar meios de mourejar com ela. E para isso não existe uma receita pronta;
  • Invista em situações prazerosas. Conflitos familiares, de relacionamento amoroso ou envolvendo o trabalho podem exacerbar seus sintomas.
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Conselhos médicos para prevenir a mialgia

  • Mantenha uma rotina de exercícios adequados para o seu nível de condicionamento, respeitando os dias de repouso;
  • Se passar a sentir dor sempre, procure ajuda médica o mais rápido verosímil;
  • Respeite seus limites;
  • Atente-se à postura no trabalho e à ergonomia de mesas e cadeiras;
  • Faça pausas regulares a cada 30/40 minutos se você trabalha sentado;
  • Acerte a posição para dormir. Prefira a posição de lado, e travesseiros não demasiadamente macios;
  • Aposte em hábitos de vida saudáveis.

Fontes consultadas: Licia Maria Henrique da Mota, presidente da percentagem de Artrite Reumatoide da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia); Liz Ribeiro Wallim, professora de Reumatologia da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); Luiz Scocca, psiquiatra formado pela USP e membro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e APA (Associação Americana de Psiquiatria); Ricardo Kobayashi, ortopedista, presidente da Percentagem de Dor da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia); Wolnei Caumo, anestesista com especialidade em dor e medicina paliativa, Coordenador do Laboratório de Dor e Neuromodulação do Hospital de Clínicas de Porto Contente da UFRGS (Universidade Federalista do Rio Grande do Sul). Revisão técnica: Licia Maria Henrique da Mota.

Referências:

  • Kobayashi R, Kobayashi CBC, Kobayashi SA. Síndrome dolorosa miofascial e fibromialgia. In Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; Hungria JOS, Ikemoto RY, organizadores. PROATO – Programa de Atualização e Ortopedia. Cliclo 15. Porto Contente: Artmed Panamerica; 2018.
  • International Association for the Study of Pain. Epidemiology of Musculoskeletal Pain. Global Year Against Musculesketal Pain – October 2009/October-2010.
  • Björn Gerdle and Britt Larsson. Potential Muscle Biomarkers of Chronic Myalgia in Humans – A Systematic Review of Microdialysis Studies. Intechopen. April 27th 2012. DOI: 10.5772/38822.

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