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CDB
(Imagem: GettyImages)

Entre os investimentos de renda fixa, os CDBs (Certificados de Repositório Bancário) são os mais conhecidos. Eles estão disponíveis na maioria dos bancos – e, por essa comodidade, acabam sendo uma das primeiras opções para quem quer transmigrar o moeda da poupança para um pouco mais rentável.

Mas se o que você procura é retorno, saiba que as corretoras também oferecem CDBs, e muitos com remuneração supra da encontrada em grandes instituições financeiras.

Ficou curioso? Leste guia vai ajudá-lo a entender os detalhes de uma vez que funcionam os CDBs. Formas de remuneração, prazos de vencimento, valor mínimo de emprego e estruturas de liquidez são alguns dos assuntos abordados. Ao final, você estará pronto para escolher a melhor opção para o seu perfil de investimento. Confira:

1. O que é CDB?
2. Porquê funciona
3. Quando vale a pena? Vantagens e riscos
4. Porquê investir em CDB? Passo a passo

O que é CDB?

Se você já investiu no Tesouro Direto, sabe que quem compra títulos públicos na prática “empresta” moeda para o governo fazer a máquina pública rodopiar. Da mesma forma, quem investe em debêntures empresta recursos para uma empresa realizar grandes projetos. A lógica é exatamente a mesma nos certificados de repositório bancário: quem compra CDBs empresta moeda para os bancos financiarem suas atividades de crédito.

Os bancos captam moeda com os CDBs oferecendo em troca uma remuneração – os juros – aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas.

Só ficam de fora os valores que os bancos são obrigados a recolher uma vez que repositório compulsório junto ao Banco Mediano – muro de um terço do que captam. Esse volume de recursos não pode ser emprestado. A obrigação serve exatamente para que o governo consiga controlar o moeda em circulação na economia.

Porquê funciona

O investimento em CDBs se parece bastante com outros produtos de renda fixa. Entenda cá os detalhes desse tipo de emprego:

Rentabilidade

Quanto rende um CDB? A resposta é: depende. Existem vários tipos de CDBs, e cada um possui uma particularidade muito pessoal. Os três modelos mais comuns são:

• CDB prefixado: Nesse tipo de emprego, o investidor consegue calcular exatamente a remuneração em reais que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa de juros é definida e informada desde o momento da emprego. Um CDB prefixado com taxa de 5% ao ano, por exemplo, oferecerá exatamente essa remuneração até o termo.

• CDB pós-fixado: É, de longe, o tipo mais geral de CDB disponível no mercado. Nesse caso, o investidor sabe que indicador servirá de referência para a rentabilidade do papel também desde o momento da emprego. Mas não é verosímil ter certeza de qual será o retorno em reais, porque ele seguirá a dinâmica de variações do indicador.

O indicador mais geral para os CDBs pós fixados é a taxa do CDI, principal referência de rentabilidade da renda fixa. Em universal, a remuneração de um papel desse tipo é apresentada uma vez que um percentual do CDI. Em um CDB com remuneração de 100% do CDI ao ano, por exemplo, o investidor vai lucrar 100% do que render o CDI ao longo de um ano. A mesma lógica funciona para um papel que pague 80% ou 120% do CDI.

CDBs pós-fixados também podem adotar uma forma de remuneração conhecida uma vez que “CDI mais spread” – do tipo, CDB mais 2% ao ano. Mas atenção: se o CDI subir ou desabar ao longo do tempo da emprego, a rentabilidade em reais poderá ser maior ou menor.

• CDB atrelado à inflação: se você entendeu uma vez que funcionam os outros tipos de CDBs, esse não vai ser complicado. A remuneração destes papéis promiscuidade as duas estruturas. Ou seja, eles oferecerem uma vez que retorno uma parcela prefixada (5% ao ano, digamos) e outra pós fixada (variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo IGP-M).

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Algumas instituições financeiras oferecem aos investidores versões alternativas desses tipos de CDBs. Uma modalidade geral é o chamado “CDB progressivo”. Nesse tipo de emprego, a remuneração aumenta quanto mais tempo o moeda permanece investido.

Pense em um CDB pós-fixado que garanta retorno de 100% do CDI. Numa versão progressiva, ele ofereceria 90% do CDI no primeiro ano, 100% no segundo e 110% no terceiro, por exemplo. É uma maneira de estimular os investidores a manterem os recursos aplicados no longo prazo.

Qual opção é a melhor para você? A escolha varia segundo as características e os objetivos de cada investidor. CDBs híbridos são, em universal, voltados para investidores preocupados em preservar o patrimônio no longo prazo. Já os pós-fixados são considerados alternativas mais estáveis, ideais para reservas que precisam ter liquidez imediata (leia mais sobre liquidez aquém).

Valor mínimo

Ao investir em CDBs, é verosímil que você encontre algumas exigências das instituições financeiras – entre ela, um valor mínimo de investimento. A emprego inicial varia muito em função do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel.

Nos grandes bancos, é verosímil encontrar CDBs com um valor mínimo pequeno. Eles costumam estar acessíveis para aplicações a partir de R$ 500. Normalmente, no entanto, CDBs com esse perfil são os que oferecem uma remuneração menor também. Não é vasqueiro que chegue a 80% do CDI, um retorno considerado plebeu.

Nas corretoras e plataformas de investimento, é mais fácil encontrar opções com uma remuneração melhor. Isso porque essas casas reúnem os CDBs emitidos por instituições de vários perfis e portes, e assim conseguem variar as alternativas para os investidores.

Liquidez

Com que facilidade é verosímil resgatar o moeda investido em um CDB? Para responder essa pergunta, é preciso entender a diferença entre dois conceitos: liquidez diária e liquidez no vencimento.

Os CDBs são papéis com vencimento. Significa que as condições acertadas na emprego – uma vez que a remuneração – são garantidas até uma determinada data, quando o moeda volta para as mãos do investidor. Mesmo tendo uma data de vencimento, muitos CDBs (principalmente de grandes bancos) oferecem liquidez diária. Assim, é verosímil resgatá-los a qualquer momento, mesmo antes do prazo final.

Em alguns casos, os CDBs passam a descrever com liquidez diária posteriormente um evidente prazo mínimo em que o moeda não pode ser resgatado – é a carência. Portanto, em um papel de liquidez diária com carência de seis meses, o resgate é permitido a qualquer momento depois que esse prazo for cumprido.

Mas existem também CDBs que preveem liquidez somente no vencimento. Quer expressar que o investidor não pode resgatar os recursos junto ao emissor antes do prazo final nas mesmas condições estabelecidas no momento da emprego. Em troca disso, esses papéis normalmente oferecem uma remuneração melhor do que a dos CDBs com liquidez diária.

Existem CDBs com prazos de vencimento muito distintos. É verosímil encontrar papéis de limitado prazo, resgatados a partir de seis meses ou um ano, e há também CDBs longos, com vencimento a partir de dois anos, podendo chegar a cinco ou mais. Esses são indicados para quem está poupando com vistas ao longo prazo.

O que um investidor pode fazer se precisar do moeda antes do vencimento? A opção é negociar o CDB no mercado secundário, vendendo o papel diretamente a outros investidores. Nesse caso, o negócio é fechado a preços de mercado – que podem ser superiores ou inferiores ao que foi pago no momento da emprego. Não há uma garantia de que a remuneração acertada será obtida.

Custos

Diferentemente dos fundos de renda fixa, os CDBs não envolvem a cobrança de taxa de gestão. Em algumas corretoras, pode possuir taxa de corretagem ou de custódia para negociar esses papéis, mas muitas já isentam os investidores desses custos.

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É importante perceber que um mesmo CDB – emitido pela mesma instituição financeira, com vencimento em um mesmo prazo – pode apresentar uma rentabilidade dissemelhante dependendo da plataforma de investimento pela qual estiver sendo oferecido. Isso acontece porque as corretoras são uma vez que uma loja que vende produtos financeiros. Cada uma delas estabelece uma margem de lucro sobre o valor “de fábrica” do CDB. Em algumas, ela pode ser maior do que em outras, e isso se reflete na rentabilidade final recebida pelo investidor.

Imposto de Renda

A tributação dos CDBs segue o padrão dos investimentos de renda fixa. O investidor paga Imposto de Renda seguindo uma tábua regressiva, em que as alíquotas diminuem conforme o tempo que a emprego é mantida. A taxa varia entre 22,5% sobre a rentabilidade para investimentos de até seis meses, e 15% sobre a rentabilidade para investimentos mantidos por mais de dois anos.

Existe ainda a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas ele só incide sobre as aplicações resgatadas em menos de 30 dias. Nesses casos, a alíquota pode variar entre 96% e 3% da rentabilidade – o IOF também diminui com o tempo do investimento.

Tábua regressiva de Imposto de Renda

PRAZO DE INVESTIMENTO ALÍQUOTA DE IR
até 6 meses 22,50%
6 meses a 1 ano 20,00%
1 a 2 anos 17,50%
supra de 2 anos 15,00%

Leia também:
• Porquê declarar CDB no Imposto de Renda

Quando vale a pena? Vantagens e riscos

Um dos pontos positivos dos CDBs é que eles são investimentos muito simples e populares – praticamente todos os bancos oferecem pelo menos uma opção aos clientes. Para infligir, basta transferir o moeda da conta manante para o CDB. Também por isso, nas corretoras e plataformas de investimentos normalmente há uma variedade de alternativas disponíveis.

Um vista fundamental a ser observado antes da tomada de decisão diz reverência à rentabilidade prometida pelo papel. Oferecido que o título público Tesouro Selic tem um rendimento atrelado à variação da taxa Selic (que anda lado a lado com o CDI) e conta com liquidez diária, para a emprego ser vantajosa, o CDB selecionado precisa oferecer um retorno igual ou superior a 100% do CDI.

Outra vantagem de investir em CDBs é o trajo de que eles são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). É uma espécie de “seguro” que devolve até R$ 250 milénio do valor aplicado pelo investidor no caso de a instituição financeira quebrar.

É importante saber que essa garantia é contabilizada por CPF e por instituição – e não por resultado. Imagine um investidor que tenha não somente CDBs de um banco, mas também moeda na conta manante e na caderneta de poupança. Se a instituição apresentar qualquer problema, o limite para a restituição dos recursos pelo FGC incluirá também essas aplicações. Caso o valor totalidade ultrapasse R$ 250 milénio, o excedente não será enroupado.

Existem muitas opções de CDBs com liquidez diária, o que é importante para quem acha que pode precisar do moeda de volta antes do vencimento. A desvantagem é que nem sempre esses papéis oferecem uma remuneração interessante. Para conseguir taxas melhores, quase sempre é preciso terebrar mão da liquidez – ou encarar um nível maior de risco.

O principal risco de um CDB é o risco de crédito. Ele representa a chance de a instituição financeira que emitiu o papel ter problemas de caixa e concluir “dando um calote” nos investidores. Vale a pena pesquisar sobre a reputação e a solidez financeira do emissor antes de infligir em um CDB.

Uma manancial importante de informações são as agências de classificação de risco de crédito, empresas independentes que atribuem um rating aos emissores e aos CDBs. O rating é uma nota que avalia o risco de crédito. Ela indica se a instituição financeira é considerada uma boa pagadora ou não. Quanto mais subida a nota, melhor a reputação do emissor. O contrário também é verdadeiro.

Quanto maior é o risco de crédito de um emissor, maior tende a ser a remuneração oferecida nos papéis que lança. Portanto, fique prudente: um CDB com uma promessa de rentabilidade muito mais subida que os outros merece ser medido com critério.

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Porquê investir em CDB? Passo a passo

Embora sejam produtos bastante conhecidos, os CDBs merecem um pouco de atenção dos investidores. Eles podem prever certos detalhes que fazem a diferença entre um bom e um mau investimento. Para não passar o risco de se arrepender, cumpra os cinco passos a seguir:

1) Compare as opções entre bancos e corretoras
Comece fazendo uma pesquisa de condições, do mesmo jeito que faria se quisesse comprar um muito uma vez que um coche novo. Verifique a variedade de CDBs disponíveis em cada plataforma de investimentos. Você não precisa necessariamente comprar um CDB do banco no qual tem conta. Pesquise os bancos que oferecem a maior remuneração. Algumas corretoras, uma vez que a XP, possuem plataformas de distribuição de CDBs de diversos bancos, o que facilita a pesquisa.

2) Escolha o CDB
Procure responder pelo menos essas quatro perguntas sobre cada papel que estiver avaliando:

  • Qual é a remuneração oferecida em cada caso?
  • Qual é o prazo de vencimento do CDB?
  • Qual é o sistema de liquidez?
  • Qual é o nível de risco do emissor do CDB?

Com essas informações você será capaz de encontrar a melhor opção, considerando seus objetivos de investimento. Se você já sabe que poderá precisar do moeda antes do vencimento, vale a pena considerar um CDB com liquidez diária. Se nunca precisou recorrer à garantia do FGC, pode calcular a possibilidade de investir em um papel que envolva um risco de crédito mais saliente. Se um mesmo CDB oferece uma remuneração maior em uma corretora do que em outra, esse é um fator suplementar para ajuda-lo a tomar uma decisão.

3) Abra uma conta
Depois de escolher o CDB em que quer infligir, é hora de terebrar uma conta na corretora. Esse procedimento costuma ser simples: você precisará preencher algumas informações e enviar documentos pessoais, uma vez que a transcrição do RG e do CPF.

Além da gama de CDBs oferecidos, vale a pena considerar outras informações sobre as corretoras antes de optar por uma delas. Um exemplo é o prazo que cada uma leva para repor os valores quando um resgate é solicitado. Ou ainda a facilidade de uso da plataforma de investimentos. Também não custa dar uma espiada nos outros produtos disponíveis – isso pode ser importante para quem está planejando investir cada vez mais e melhor.

4) Fique prudente aos limites do FGC
Você já sabe que os CDBs são cobertos pelo FGC, o que dá mais segurança ao investimento. Porquê o limite de cobertura é de R$ 250 milénio por pessoa e por instituição, uma recomendação dos especialistas é variar, aplicando em papéis de diferentes instituições financeiras. Isso, na prática, permite ampliar o valor da garantia.

Os investidores precisam permanecer atentos, no entanto, a uma segunda exigência do FGC. Desde 2017, o fundo estabeleceu um limite global de garantia de R$ 1 milhão, renovado a cada quatro anos. Mesmo que o investidor tenha diversificado as aplicações e investido em CDBs de uma variedade de instituições financeiras, o limite de ressarcimento que ele poderá usar ao longo de quatro anos será de somente R$ 1 milhão.

5) Transfira o moeda e comece a investir
Para principiar a operar, basta transferir recursos da sua conte manante para a sua novidade conta na corretora. Isso é feito em no sumo um dia, por meio de um DOC ou de uma TED. Depois disso, é só comprar os CDBs que tiver escolhido. Bons investimentos!

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