O que é feminismo? – Brasil Escola

O que é feminismo?

O feminismo é um movimento social que, segundo os historiadores, surgiu em seguida a Revolução Francesa e que se fortaleceu na Inglaterra, durante o século XIX, e depois nos Estados Unidos, no primícias do século XX. Esse movimento luta pela paridade de condições entre homens e mulheres, no sentido de que ambos tenham os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.

É importante pontuar que feminismo não é o oposto de machismo, pois o machismo é uma construção social que promove e justifica atos de agressão e vexação contra as mulheres. Já o feminismo, conforme mencionamos, é o movimento social que luta contra as manifestações do machismo na sociedade. Assim, o objetivo final do feminismo é erigir uma sociedade que ofereça paridade de condições entre os dois gêneros.

Raízes do feminismo

As origens do movimento feminista remontam ao período das revoluções liberais, das quais o grande destaque foi a Revolução Francesa, influenciada pelos ideais do Iluminismo. Desse período, pode-se ressaltar a ação de Olímpia de Gouges, que, durante os anos iniciais da Revolução, lutou pela emancipação dos direitos das mulheres, defendendo, principalmente, o recta das mulheres de participar ativamente da política.

Criticou de maneira contundente a atuação dos revolucionários, que, apesar de defenderem causas de “liberdade” e “paridade”, ainda mantinham a mulher subjugada ao envolvente doméstico, não as permitindo adentrar a política. Em 1791, lançou a Enunciação dos Direitos da Mulher e da Cidadã em contraposição à Enunciação dos Direitos do Varão e do Cidadão, na qual criticava as desigualdades existentes entre os gêneros.

Olímpia de Gouges era girondina e, por suas críticas ao governo imposto pelos jacobinos na estação do Terror, foi presa, julgada e sentenciada à morte. Olímpia foi guilhotinada no dia 3 de novembro de 1793, e os relatos afirmam que, ao subir no forca para sua realização, Olímpia soltou a seguinte frase: “A mulher tem o recta de subir ao forca, ela deve ter também o recta de subir à tribuna.”|1|

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O movimento feminista ganhou força de indumentária na Inglaterra ao longo do século XIX, passando depois para os Estados Unidos a partir do século XX. No caso da Inglaterra, o movimento feminista concentrou-se principalmente na luta pela paridade de condições de trabalho nas indústrias inglesas. As mulheres exigiam uma fardo de trabalho e um salário iguais aos dos homens.

No primícias do século XX, o movimento espalhou-se para os Estados Unidos e teve uma vez que principal bandeira de luta a questão sufragista, ou seja, o recta ao voto. Do movimento sufragista no Reino Unificado, destacam-se os nomes de Emmeline Pankhurst e de Emily Davison. A segunda ficou particularmente conhecida por ter se jogado em frente ao cavalo do Rei, o que causou a sua morte em 1913.

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No caso do Brasil, o movimento sufragista foi encabeçado por Bertha Lutz, que liderava a Federação Brasileira para o Progresso Feminino (FBPF). Esse movimento feminista encabeçado por Bertha Lutz é atualmente questionado pela sua conduta vista uma vez que conservadora. No entanto, a atuação do sufragismo no Brasil fez com que as mulheres tivessem o recta ao voto decretado em 1932.

A partir da dezena de 1960, o feminismo iniciou uma novidade período, muito influenciada pelo contexto de motim social com as jornadas de 1968 e o surgimento do movimento hippie. Nesse período, o movimento feminista ganhou força e passou a tutorar a teoria de que as opressões e violências cometidas no contexto privado estão relacionadas a uma ensejo de vexação política. Assim, para substanciar a resguardo contra as violências privadas, é necessário hostilizar a vexação uma vez que um todo no contexto político.

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Da dezena de 1990 em diante, uma novidade período do feminismo iniciou-se e foi nomeada de “terceira vaga do feminismo”. A partir desse período, tratou-se de discutir algumas visões imprecisas do feminismo da segunda vaga (dezena de 1960) e o debate foi ampliado com o feminismo, a partir de Organizações Não Governamentais (ONGs), podendo ter aproximação a comunidades de mulheres carentes e podendo trenar maior pressão sobre o Estado para o desenvolvimento de políticas em resguardo das mulheres.

Desafios do feminismo atualmente

Atualmente no Brasil, o feminismo segue discutindo questões que afetam as mulheres de uma forma universal. Primeiramente, há a desvalorização da trabalhadora em verificação aos homens, sobretudo pelo indumentária de que, segundo pesquisas feitas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as mulheres ganham em média 30% menos que os homens para realizar a mesma função |2|.

Ou por outra, há a questão do assédio e violência contra a mulher, uma vez que, segundo estudos conduzidos pela Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federalista, uma mulher é estuprada no Brasil a cada 10 minutos e, a cada 90 minutos, uma mulher é assassinada no Brasil. As mulheres estão suscetíveis a esse tipo de violência de gênero em diferentes locais, seja na rua, seja também em suas famílias |3|.

O grande esforço do movimento feminista no caso brasílico é para lutar contra essas violências e para que o governo crie políticas públicas que combatam isso e que promovam o muito-estar das mulheres na sociedade. Um dos grandes marcos nesse sentido foi o decreto da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, também conhecida uma vez que Lei Maria da Penha.

|1| Olympe de Gouges: as mulheres e a revolução. Para acessar, clique cá.
|2| e |3| O que é feminismo? Para acessar, clique cá.

Por Daniel Neves
Graduado em História

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