Quem me liga? Como ligações telefônicas de robôs se tornaram um problema mundial – Época Negócios

Tecnologia VoIP, 'autodialers' e sofwares fazem parte da engrenagem das 'robochamadas' (Foto: Getty Images via BBC News)

Tecnologia VoIP, ‘autodialers’ e sofwares fazem secção da engrenagem das ‘robochamadas’ (Foto: Getty Images via BBC News)

BBC topo (Foto: BBC)

O celular toca, a tela mostra um número estranho e a voz do outro lado reproduz uma mensagem automática, é assumida por qualquer atendente de telemarketing ou simplesmente dá lugar a um toque de que a relação caiu.

É muito verosímil que você faça secção das milhões de pessoas que em todo o mundo que já receberam – ou, na pior das hipóteses, ainda recebe cotidianamente – ligações do tipo, que em outras línguas já até ganharam um vocábulo próprio. Em inglês, por exemplo, são as “robocalls” e em espanhol, “robollamadas” – em português, seria um tanto uma vez que “robochamadas”.

A definição das robochamadas varia, mas em universal estas incluem a incorporação de tecnologias da telecomunicação impulsionadas em anos recentes – uma vez que “autodialers”, ferramentas físicas ou softwares que disparam ligações para múltiplas linhas simultaneamente; a tecnologia VoIP (abreviatura para “Voz sobre IP”), que permite telefonar através da internet; os chamados “spoofers”, que alteram ou escondem os números telefônicos que aparecem no identificador de chamadas; e ainda mensagens pré-gravadas.

Não há dados oficiais e mundiais consolidados sobre oriente fenômeno recente. Mas quem trabalha com o tema – de órgãos de resguardo do consumidor a empresas de tecnologia – garante: o Brasil, ao lado de países uma vez que Índia e Estados Unidos, é um dos lugares no planeta que mais abriga ligações do tipo.

País assume a liderança em ranking de aplicativo
O Truecaller é um aplicativo de celular que identifica e registra ligações – e, com estes recursos, faz relatórios mundias sobre chamadas classificadas uma vez que “spam” por usuários e maquinalmente pelo app. Estas chamadas incluem ligações indesejadas de telemarketing, trotes e golpes.

No levantamento mundial mais recente, relativo ao ano de 2018 (período de janeiro a outubro), o Brasil apareceu em primeiro lugar no número de chamadas spam recebidas por usuário – 37,5 por mês, um aumento de 81% em relação ao mesmo período de 2017.

Assim, o Brasil tirou a liderança do ano anterior da Índia – quando Brasil e EUA ficaram empatados no segundo lugar.

Segundo a empresa, o Truecaller tem 300 milhões de usuários no mundo – 3,3 milhões no Brasil.

Os 20 países mais afetados por chamadas spam em 2018  (Foto: BBC News)

Os 20 países mais afetados por chamadas spam em 2018 (Foto: BBC News)

De concordância com um expedido do aplicativo, o Brasil representou uma guinada da tendência em sua região: “As ligações spam e de golpes estão aumentando globalmente, e a América Latina, graças à rápida incorporação da tecnologia traste, é um exemplo desse fenômeno”.

“Notamos também que as chamadas de spam no Brasil têm uma propriedade muito privado: uma das ofertas mais frequentes é de operadoras de telefonia”, acrescenta a empresa.

Em 2018, Brasil assumiu o ranking mundial de usuários de aplicativo que mais recebem ligações 'spam' (Foto: Getty Images via BBC News)

Em 2018, Brasil assumiu o ranking mundial de usuários de aplicativo que mais recebem ligações ‘spam’ (Foto: Getty Images via BBC News)

No ano pretérito, o aplicativo registrou que 32% das chamadas spam no Brasil vieram de empresas de telecomunicação; 36% de outras empresas ou campanhas políticas através do telemarketing; 20% foram tentativas de golpes e fraudes; 10% classificadas uma vez que “incômodos” (incluindo, por exemplo, trotes e assédio); e 2% provenientes de serviços financeiros.

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É um quadro dissemelhante, por exemplo, do Reino Unificado, onde a prevalência é de chamadas referentes a seguros e “incômodos”; dos EUA, em que as categorias mais prevalentes são as dos seguros e motivadas por cobranças de dívidas; ou ainda o Canadá, que teve quase 70% das chamadas classificadas uma vez que golpes.

Por outro lado, têm predominância de chamadas de operadoras de telecomunicação e telemarketing, uma vez que o Brasil, países uma vez que Índia, Espanha e Itália.

“Empresas de telemarketing, obviamente, têm uma estratégia clara para gerar receita ao buscar novos clientes em graduação”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Nick Larsson, diretor na Truecaller.

A BBC News Brasil pediu uma entrevista com representantes das quatro operadoras de telefonia traste do país – Simples, Oi, Tim e Vivo – sobre o tema, mas nenhuma atendeu à solicitação. Todas preferiram se pronunciar atráves do Sinditelebrasil (Sindicato Pátrio das Empresas de Telefonia e de Serviços Traste Celular e Pessoal), entidade patronal, segundo a qual “as operadoras se utilizam de canais digitais, incluindo telemensagens em ações pontuais”.

No final de março, em seguida reunião com a Anatel (Dependência Pátrio de Telecomunicações), o órgão anunciou que empresas do setor apresentarão, em seis meses, um código de conduta para o uso do telemarketing, inibindo “verosímil prática abusiva e invasiva” e refinando “modelos de abordagem aos consumidores, ajustando horários, frequência de ligações e outros itens necessários”.

Expansão da telefonia móvel na América Latina expôs a região às robochamadas e ligações spam (Foto: Getty Images via BBC News)

Expansão da telefonia traste na América Latina expôs a região às robochamadas e ligações spam (Foto: Getty Images via BBC News)

Segundo a representação das empresas de telefonia, menos de um terço das chamadas e mensagens comerciais no telemarketing são oriundas das prestadoras, mas o sindicato indica a intenção de atingir a “satisfação dos consumidores” e alinhar-se a outros países em uma autorregulação do setor.

Representando a Anatel, Elisa Leonel, superintendente de relações com os consumidores, reconheceu que a reação das empresas chega em seguida muitos transtornos aos consumidores – mas diz que “antes tarde do que nunca”.

“Esse é um movimento de maduração do mercado, que tem cobrado muito da Anatel desregular. A nossa resposta é que a gente só desregula aquilo que está resolvido. Portanto, é uma iniciativa delas (das empresas pela autorregulação) em relação a uma provocação que a Anatel tem feito”, afirmou à BBC News Brasil,

Qualidade de vida do consumidor é impactada, aponta organização
Diogo Moyses, do Instituto Brasílico de Resguardo do Consumidor (Idec), vê uma vez que “positiva” a iniciativa das telefônicas, mas avalia que ela é insuficiente para “dar conta da robustez do problema” – que classifica uma vez que um “martírio para os consumidores”.

“As empresas deram um prazo de seis meses para apresentar um código de conduta, mas a qualidade de vida do consumidor está sendo afetada hoje”, diz Moyses, líder do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec. “A vulnerabilidade do consumidor fica exposta desde a questão da privacidade, pois a obtenção de dados muitas vezes vem do transacção criminoso de informações, ao usuário não saber quem está ligando, não conseguir nem obter o número (de origem da relação)”.

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Para o representante do Idec, as soluções devem vir não somente daqueles que participam da autorregulação, mas envolver outros atores – uma vez que as agências reguladoras e a sociedade social – e inclusive empresas de outros setores, que também recorrem a chamadas robotizadas e spam.

Mas, com as regras vigentes hoje, dá pra considerar a prática proibido?

O que diz a lei
Não há, no país, leis ou normas nacionais diretamente voltadas para ligações robotizadas ou para o dito telemarketing reprovável. Mas, a depender da tradução jurídica, pode-se considerar violações de alguns princípios mais gerais presentes no Código de Resguardo do Consumidor ou em normas da Anatel.

Elisa Leonel diz, porém, que ao menos oito Estados já aprovaram leis para a geração de cadastros de “não perturbe” para todos os setores do mercado, que em universal são geridos pelos Procons (órgãos de proteção e resguardo do consumidor). Estas listas incluem número de telefones e celulares de pessoas que não querem receber ligações de telemarketing – mesmo de chamadas vindas de outros Estados.

Isto está disponível, por exemplo, para moradores do Estado de São Paulo. Segundo o Procon-SP, desde 2009, mais de 1,9 milhão de telefones já foram cadastrados no Estado.

Empresas que recorrem ao telemarketing devem respeitar o cadastro – caso não o façam, podem ser acionadas administrativamente pelo Procon-SP e eventualmente multadas.

EUA: chamadas no topo de insatisfação dos consumidores e prioridade de filial
Um cadastro do tipo, só que vernáculo, é uma das soluções mais antigas usadas nos Estados Unidos para mourejar com o telemarketing reprovável.

O país conta com um registro federalista chamado de Do Not Call (“Não ligue”), em que a população pode se cadastrar para não receber mais ligações relacionadas a vendas. Empresas que violarem o cadastro estão sujeitas a ações judiciais. Reino Unificado, Canadá e Austrália têm sistemas parecidos.

Os EUA também têm leis federais que limitam as permissões de chamadas automatizadas com áudios pré-gravados e criaram normas para que as próprias empresas de telefonia disponibilizem a seus clientes ferramentas de bloqueio de certos números.

Lá, ligações indesejadas lideraram nos últimos anos o tipo de reclamação de consumidores recebidas pela Percentagem Federalista de Comunicações (FCC, na {sigla} em inglês; análoga à Anatel no Brasil). Segundo o órgão, o volume anual de reclamações sobre estas chamadas está na lar de 200 milénio, murado de 60% de todas que chegam à percentagem.

Por isso, a FCC afirma explicitamente que o combate a ligações robotizadas e irregulares é sua prioridade número um – pois estas são “na melhor das hipóteses, uma perda de tempo, e na pior, um golpe”, segundo o presidente do órgão, Ajit Pai. Mas o órgão faz questão de frisar também que muitas vezes as robochamadas são regulares e legítimas, quando usadas por exemplo pela rede de ensino no contato com os responsáveis pelas crianças.

A Índia, outra “potência” das robocalls e do telemarketing – das quais desenvolvimento tecnológico e operacional, inclusive, deve muito ao país -, também viu sua filial reguladora publicar, em 2018, um novo conjunto de regras para moderar o telemarketing e as robochamadas abusivas.

Por exemplo, a Mando Regulatória das Telecomunicações da Índia (TRAI, na {sigla} em inglês) criou um sistema em que, através de diferentes códigos, os indianos podem bloquear comunicações indesejadas via teclado ou SMS. Por exemplo, se querem denunciar e impedir ligações com áudios pré-gravados, podem enviar ao órgão uma SMS com a mensagem “BLOCK 13”; ou, para ligações automatizadas, com atendimento de um funcionário de telemarketing, podem grafar “BLOCK 14”.

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“Primeiro, esperamos ver uma vez que a regulação de 2018 será aplicada. Outro passo importante para prometer que os dados pessoais não vazem ou sejam vendidos e, em último caso, usados para enviar spam, será a promulgação de uma abrangente legislação sobre privacidade”, explicou por e-mail à BBC News Brasil Elonnai Hickok, que comanda pesquisas sobre privacidade na ONG Núcleo para Internet e Sociedade da Índia (CIS, na {sigla} em inglês).

Muralhas e lucidez sintético
Mas autoridades em todo o mundo reconhecem que é desproporcional a velocidade com que as tecnologias se desenvolvem e uma vez que o poder público responde.

“Qualquer um pode enviar milhões de robochamadas e desmantelar a emprego da lei somente com um computador, softwares baratos e uma conexão com a internet”, escreveram procuradores dos Estados Unidos em uma missiva sobre o objecto enviada em outubro pretérito à FCC.

Segundo Alex Quilici, presidente do YouMail (outro aplicativo que oferece o bloqueio de chamadas indesejadas), o indumento de os softwares usados nas robochamadas serem fáceis e baratos fizeram com que oriente tipo de relação explodisse nos últimos três anos.

“É simples: você pode somente encontrar um site, colocar números de telefone, incluir uma gravação de áudio e apoucar o botão”, explicou Quilici à BBC News Brasil por e-mail. “Quanto mais chamadas entram (para os usuários), menos pessoas atendem a ligações de números desconhecidos – e, com isso, sistemas robotizados fazem ainda mais chamadas”.

Para complicar, muitas chamadas automatizadas são escondidas por firewalls (espécie de “muralhas” nas redes de computadores para proteger a transmissão de alguns dados) e têm origem em lugares distantes – outros Estados e até outros países.

Empresas do setor de telecomunicação no Brasil afirmaram que vão propor código para conter telemarketing abusivo em seis meses (Foto: Getty Images via BBC News)

Empresas do setor de telecomunicação no Brasil afirmaram que vão propor código para moderar telemarketing reprovável em seis meses (Foto: Getty Images via BBC News)

Esses circuitos transnacionais podem ocorrer, na maneira mais analógica, com ligações vindas de centros de telemarketing em outros países. Mas, explica Guilherme Marcondes, vice-diretor do Inatel (Instituto Pátrio de Telecomunicações), a tecnologia VoIP faz com que ligações iniciadas na internet busquem espécies de âncoras no lugar do mundo mais profíquo para prosseguir com a chamada e conectar-se à rede telefônica tradicional.

“No pretérito, cada risco telefônica estava associada a um hardware (equipamento físico) conectado à meão telefônica. Era um tanto muito rastreável”, diz Marcondes, que é coordenador dos cursos de engenharia de computação e de software no Inatel. “Hoje, posso contratar uma chamada originada na internet que em qualquer ponto vai ter que se conectar à meão telefônica. E essa conexão pode suceder em muitos lugares diferentes”.

Para o porvir, a lucidez sintético e a inovação em técnicas de manipulação e gravação de vozes devem trazer robochamadas em novas roupagens.

Mas o desenvolvimento tecnológico ocorre também no lado da “resguardo” contra chamadas indesejadas. Nos EUA, por exemplo, um consórcio de telefônicas está estudando sistemas de autenticação de chamadas. Em outubro de 2018, o Google mostrou que também entrou na redondel e apresentou, no lançamento do smartphone Pixel 3, um sistema de bloqueio de números e de envio de mensagens automáticas a emissores identificados pelo usuário uma vez que spam.

Se o possessor do celular resolver marcar a chamada uma vez que spam, o emissor da relação recebe uma mensagem automática dizendo: “Por obséquio, retire oriente número de sua lista de contatos e envio de mensagens. Obrigado e adeus”.

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Source Website: https://sacaairports.org
Categoría: brasil

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