Vencedora do The Circle Brasil fala sobre autoestima e relação com dança – 19/08/2020

Quem segue Bruno Gagliasso nas redes sociais percebeu que suas páginas estão diferentes hoje: ele convidou Marina Gregory, a vencedora do The Circle Brasil, para assumir tudo por um dia.

Ela aceitou o invitação e decidiu falar sobre sua experiência uma vez que mulher preta, gorda e moradora do subúrbio do Rio de Janeiro, e uma vez que tudo isso afetou sua autoestima ao longo da vida.

“Enquanto o meu corpo crescia, o meu cabelo caía”, escreveu Marina em um texto sobre sua relação com o corpo. Ela relata que passou a vida tentando se encaixar em padrões de venustidade, mas só se libertou quando percebeu que o fundamental é amar a si mesma, em todas as fases de seu corpo.

E brincou: “Agora olhe para a minha foto e me diga se estou pra farra! Ponha a mão na cintura você também, vá em frente!”

(@marinavgregory) Qual é o seu padrão? Enquanto o meu corpo crescia, o meu cabelo caia. Era muita química e chapinha, muita roupa grande para que não percebessem que eu meus peitos eram maiores do que os das minhas amigas. Cresci carente de representatividade. Me inspirei em mulheres lindas, magras e de cabelos liso por que era o que chegava até a mim. Tentei me encaixar em todos os padrões que via nas revistas, assistia nas novelas e até mesmo esbarrava pelas ruas. Eu falava reles e sentava comportada para me dar ao saudação, mas por dentro eu queria trovar cume, fazer um espacate no meio do jantar e me vestir uma vez que eu muito entendesse. A Marina jovem era um experiência da Marina que hoje está cá. Demorou muito para eu perceber que quando meu corpo engorda, eu me senhor, quando emagreço, eu me senhor, quando nenhuma mudança acontece no meu corpo, eu me senhor. Seja o seu padrão, seja quem te faz feliz e esteja confortável com a sua venustidade. Agora olhe para a minha foto e me diga se estou pra farra! Ponha a mão na cintura você também vá em frente!

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Marina conta que a música foi precípuo em seu processo de autoaceitação: ela sempre gostou de trovar e dançar, mas não se sentia à vontade para mostrar suas habilidades para ninguém. Até entrar no The Circle Brasil, sequer se considerava cantora:

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“No The Circle Brasil eu disse que eu seria o meu alter ego, uma cantora aspirante. Dentro do programa, ao falar sobre isso, eu parei pra pensar que na verdade não era minha personalidade selecção.”

Hoje, para mostrar a mudança em sua postura, ela postou no perfil de Bruno Gagliasso um vídeo cantando “Impossible”, da Shontelle. Arrepiamos cá!

(@marinavgregory) “Meu querido, eu sou cantora!” Hoje eu encho a boca não só pra falar essa frase eternizada pela @maisa, mas também pra trovar. Esquina cume para quem de longe quiser ouvir e quina reles para quem quiser se aproximar. Posso desafinar de vez em quando, mas o resultado sempre me faz sorrir. No The Circle Brasil eu disse que eu seria o meu alter ego, uma cantora aspirante. Dentro do programa, ao falar sobre isso, eu parei pra pensar que na verdade não era minha personalidade selecção. Sim “meu querido, eu sou cantora!”. Comecei a trovar aos 10 anos, apesar de ser muito tímida. Sou da geração redes sociais e ordem oriundo de quem quer mostrar o sua arte é partir para a internet. Postei muitos vídeos e o sucesso entre família e amigos foi momentâneo. Todos a minha volta torceram muito por mim e sempre me incentivaram. Ao trovar eu mostro o que tem de mais vulnerável em mim e as críticas não construtivas vão desabrochar no caminho.Você sabe onde pode chegar! Eu sei que preciso estudar mais, praticar mais e postar mais, mas hey, eu sei onde posso chegar, você sabe onde pode chegar! Espero que gostem do vídeo que gravei pra vocês, mas se não gostarem, tudo muito, só leia a primeira frase desse texto e pule para a próxima foto.

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Sua história com a dança é um pouco dissemelhante: nem o auge da instabilidade durante a juventude foi o bastante para fazê-la despovoar a paixão. Mas teve dificuldades para encontrar um estilo que a aceitasse:

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“A bunda era muito grande para o jazz e a pele muito escura para o ballet. Talvez seja por isso que eu nunca continuei dançando um só estilo.”

Mas Marina decidiu que isso não a impediria de dançar. E uma vez que ela dança! Em uma série de vídeos, ela faz coreografias de High School Músico a Luísa Sonza, passando pelas dancinhas do TikTok:

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Source Website: https://sacaairports.org
Categoría: brasil

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