Vereador do Rio, Carlos Bolsonaro ganha sala no Planalto na crise da pandemia – 31/03/2020 – Poder

Figura regular no Palácio do Planalto durante a crise do novo coronavírus, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) ganhou uma sala próxima ao gabinete presidencial de seu pai, no Palácio do Planalto.

De negócio com relatos feitos à Folha, ele tem usado desde o início desta semana uma sala do terceiro andejar, onde tem coordenado a ofensiva do governo nas redes sociais. O espaço, que já h​avia sido ocupado antes pelo vereador, pertence ao assessor internacional da Presidência, Filipe Martins.

O facilitar do presidente adotou período de quarentena depois ter contraído coronavírus, e a expectativa é a de que ele retorne ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (1). Com a geração do gabinete para Carlos, Martins deve ser deslocado para o quarto andejar do Palácio do Planalto, em um gabinete que era usado pela Secretaria de Governo. ​

A expectativa de assessores presidenciais é de que Carlos fique no Planalto até o final de abril, mês em que se espera um pico do número de casos da doença e, portanto, um eventual agravamento da crise atual.

A presença do fruto do presidente na sede administrativa já tem gerado reclamações na equipe ministerial. O receio é de que Carlos, divulgado nas redes sociais porquê “pitbull”, passe a monitorar a atividade de auxiliares presidenciais para descrever ao pai.

Mentor do chamado “gabinete do raiva”, bunker do dedo do Palácio do Planalto, o vereador tem atuado na estratégia online em resguardo de uma quarentena vertical, ou seja, que resguarde unicamente os grupos de risco (porquê idosos e pessoas com doenças preexistentes).

No esforço do dedo, Carlos —o fruto 02 do presidente— tem exposto também com o base do deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) —o 03.

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Na manhã desta terça-feira (31), por exemplo, Eduardo se reuniu com o pai no Palácio da Alvorada. Os dois filh​os ajudaram o presidente a formular o pronunciamento que ele fará na noite desta terça-feira (31) em prisão vernáculo de televisão e rádio.

Para pressionar governadores e prefeitos a flexibilizar as regras de isolamento, a rede bolsonarista tem produzido vídeos em prol da reabertura de comércios e shoppings.

Os conteúdos têm sido compartilhados até mesmo por ministros palacianos, preocupados que a extensão​ da quarentena possa gerar uma vaga de saques no país. Um dos vídeos, ao qual a Folha teve aproximação, mostra pessoas brigando, em um supermercado gaulês, em meio à pandemia do coronavírus.

As imagens foram acompanhadas de um glosa: “Para aqueles que defendem a quarentena, vai aí uma modelo do pós-quarentena. Isso é na França”.

Em uma outra gravação, o locutor critica a cobertura dos veículos de prelo, alerta para o aumento da criminalidade e reforça o exposição do presidente de que se trata “só de uma gripe para 80% ou 90% que pega”.”

É difícil proteger quarentena quando o armário já esta vazio”, ressaltou. “Onde vai morrer gente por falta de quantia para a saúde em universal, aumento da criminalidade, de rafa, depressão e suicídio.”

Desde a semana retrasada, os três filhos mais velhos do presidente montaram uma espécie de gabinete paralelo no Palácio do Planalto. Eles mobilizam simpatizantes nas redes sociais e participam de reuniões

Na semana passada, Carlos participou de teleconferência do presidente com governadores do Sul e do Setentrião. Ele também ajudou na redação do exposição do presidente em pronunciamento em prisão vernáculo, feito na terça-feira (24).

A participação de Carlos em reuniões administrativas tem incomodado integrantes do governo, para os quais não caberia ao vereador do Rio de Janeiro participar de atividades federais que não competem ao seu procuração sítio.

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Em entrevista à Folha, concedida na semana passada, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que, apesar de ter participado de reunião com governadores, Carlos “não abriu a boca”. “Sentou, mas não abriu a boca, né. Ele sabe também que não vai furar a boca porque não tem nenhum papel no governo”, disse.​

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Categoría: brasil

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